Sedia la fremosa

Hoje vou falar desta maravilha gravada polo grupo Manseliña, formado por Maria Giménez, Belén Bermejo, Pablo Carpintero e Tin Novio. Trata-se de um disco que fai essa necessária conexão entre a nossa música culta medieval e aquela de índole tradicional que chegou aos nossos dias. O seu título -e o nome do grupo- está tirado duma cantiga de amigo de Estevão Coelho, musicada também neste disco junto com um alalá de Noia:

Sedia la fremosa seu sirgo torcendo,

sa voz manselinho fremoso dizendo

cantigas de amigo.

Assim, encontramos também emparelhadas cantigas de Santa Maria como “Rosa das rosas” ou “Virga de Jesse” com “A flor da iagua” e com uma espadelada de Penosinhos, “Ay, ondas que eu vin veer” ou “Quantas sabedes amar” de Martim Codax com “Alipreste, ramo triste” e com “Muito chorei eu”.

Muitos parabéns, portanto, para o Manseliña e longa vida para este CD!

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Jessye Norman (1945-2019)

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Um sinal do passar do tempo é que, até agora, costumava lamentar a morte de cantoras e de cantores que conhecim quando já estavam retiradas, ou pudem ouvir longe dos seus melhores anos. Assim fum vendo como nos deixabam Ángeles Gulín, Renata Tebaldi, Victoria de los Ángeles, Elisabeth Schwarzkopf, Joan Sutherland, Elena Obraztsova, Montserrat Caballé, Piero Cappuccilli, Cesare Siepi, Franco Corelli, Nicolai Ghiaurov, Luciano Pavarotti, Jon Vickers, Nicolai Gedda ou Dietrich Fischer-Dieskau entre outras.

Esta manhã recebemos a triste notícia do falecimento de alguém de quem gozei na sua época de plenitude, essa grande dama da cena lírica que foi Jessye Norman. Embora vaia ser lembrada seguramente polos seus Wagner e Strauss, hoje deixo aqui este maravilhoso lamento de Dido “When I am laid in earth” da ópera de Henry Purcell Dido and Aeneas. We will remember. Que a terra che seja leve.

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