Avelino González: “Cheguei à ópera graças às zarzuelas que ia ver com minha mãe”



O Avelino González é um dos profissionais cénicos mais prestigiosos da Galiza. Tivem o prazer de trabalhar com ele numa produção de The Telephone de Gian Carlo Menotti para a Real Filharmonia de Galiza. Desde o primeiro momento fiquei surpreendido pola sua capacidade de gerar ideias e de adaptar-se a um meio, o drama musical, que não era habitual para ele. Quando decidim pôr em marcha este blogue, tinha a certeza que devia ser com uma conversa com ele.

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Ángeles Gulín

O primeiro comentario dedicado a uma das grandes vozes da história recente tinha que ir para Ángeles Gulín. A Galiza tende a ser um pais pouco preocupado com os seus artistas que não aparecem na história oficial de nenhuma das duas ideologias dominantes, por isso a maior parte da sua gente desconhece que era galega uma das vozes mais singulares do século XX.

Ángeles Gulín (Ribadávia, 1939-Madrid, 2002) tinha uma voz era colossal, duma sonoridade imensa e homogeneamente redonda no agudo e no grave, o que se chama uma soprano dramática. Este tipo vocal é escaso em quantidade de vozes puras mas nao no repertório, especialmente na obra de Verdi, Wagner e dos compositores veristas mas temos exemplos anteriores como Norma de Bellini, Maria Stuarda de Donizetti ou mesmo a própria Rainha da Noite de Die Zauberflöte de Mozart, papel este com o que debutou a Gulín.

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